terça-feira, 8 de maio de 2012

E agora? A bomba explodiu!


Isso mesmo! Situações de crise não costumam avisar com muita antecedência quando vão acontecer. No entanto, elas podem dar alguns sinais. A bomba pode ser algo “insignificante” que passou despercebido por qualquer área da empresa, como o SAC, que não teve a sensibilidade de notar que o ”insignificante” poderia criar proporções maiores.
Embora as crises não avisem, é possível prever alguns contratempos, geralmente causados pelas fragilidades que toda empresa está sujeita. E para identificar quais são essas fraquezas é preciso fazer uma análise do perfil da empresa e entender o negócio a fundo, já que, na hora da crise, a empresa fica totalmente vulnerável ao assédio de todos os seus stakeholders e da imprensa.
A empresa é procurada por jornalistas, clientes, funcionários e acionistas, entre outros, que exigem esclarecimentos e um posicionamento. Geralmente o clima fica tenso e a primeira reação dos executivos é virar as costas e se calar, com medo de encarar a situação por falta de preparo para lidar com isso. Com certeza, o ideal seria que toda organização tivesse um modelo de prevenção de crises, além de um setor de comunicação preparado para lidar de forma eficiente e rápida com elas, mas a realidade é outra.
Uma pesquisa realizada pela revista de economia Forbes, indica que as 500 maiores empresas não têm planos de gestão de crise. Um dado alarmante se pensar que essa pesquisa diz respeito às maiores empresas, que, pela lógica, ‘deveriam’ se prevenir melhor. Sem um planejamento prévio, as empresas precisam rapidamente contratar profissionais especializados para contornar o problema e salvar a reputação delas quando uma crise explode.
Um ponto importante que deve ser considerado para a prevenção de crises, até mesmo para as empresas que não têm um planejamento, é dar atenção aos funcionários. Para identificar sinais de que algo não está bem na empresa, por outras áreas que não a de comunicação, é preciso engajamento dos funcionários, pois todos na empresa são responsáveis pela comunicação. Um funcionário engajado e comprometido com a empresa presta maior atenção ao detalhes, o que pode impedir que algo “insignificante” se transforme em uma crise, se detectado a tempo.

Algumas definições...

“Crise é um conjunto de acontecimentos inesperados e indesejados que acabam se tornando públicos e que podem vir a provocar sérias conseqüências financeiras e também à imagem institucional da organização envolvida se não for bem gerenciada.”
(Cybelle Gomes, diretora financeira da – Empresa Júnior de Relações públicas – RPJr)

“Evento imprevisível que, potencialmente, provoca prejuízo significativo a uma organização ou empresa e, logicamente, a seus empregados, produtos, condições financeiras, serviços e à sua reputação.”
(John Birch, consultor de Relações Públicas e especialista em gerenciamento de crises há mais de 35 anos)

“Crise é um evento que traz ou tem potencial para trazer à organização uma futura ruptura em sua lucratividade, seu crescimento e, possivelmente, sua própria sobrevivência."
(Otto Lerbinger )